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	<title>no ProvadoR</title>
	<subtitle type="html">Este blog foi criado para tirar dos cabides pensamentos que devem ser experimentados. N&#227;o tenha receio de entrar neste ProvadoR que se prop&#245;e a ser amplo e livre de preconceitos. Entre. Prove. E fique &#224; vontade para Levar o que quiser.</subtitle>
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	<tagline>Este blog foi criado para tirar dos cabides pensamentos que devem ser experimentados. N&#227;o tenha receio de entrar neste ProvadoR que se prop&#245;e a ser amplo e livre de preconceitos. Entre. Prove. E fique &#224; vontade para Levar o que quiser.</tagline>  
	   
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		    <title type="text/plain" mode="xml">:: ReFORma ::</title>
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		    <updated>17.11.08 10:30:58</updated>
		    <published>05.10.07 11:30:16</published> 
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		    <title type="text/plain" mode="xml">REbEldiA</title>
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		    <updated>04.10.07 13:53:20</updated>
		    <published>02.10.07 11:53:17</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;Jan Saudek
No p&#225;tio da escola, estava formada a roda de meninas em torno de Am&#225;lia. Com um cinto de couro dourado, que rodeava frouxo a blusa do uniforme, e um par de meias caramelo, que lhe subiam at&#233; os joelhos, a menina enfeiti&#231;ava as colegas contando mais uma de suas hist&#243;rias. 
Os pais de Am&#225;lia h&#225; muito haviam se mudado para o Uruguai em busca de emprego, deixando a pequena no Brasil sob os cuidados de sua av&#243; paterna, dona Yolanda &#8211; uma senhora corpulenta de cabelos loiros e l&#225;bios sempre rubros. Vaidosa como poucas, a av&#243; de Am&#225;lia colecionava detalhes visuais das hist&#243;rias de seu passado em Montevid&#233;u, onde&#160;fora dan&#231;arina e cantora de um cabar&#233; chamado Corazon de Fuego. 
Vivendo com sua &#250;nica neta Am&#225;lia, todas as noites, arrumada e perfumada, dona Yolanda preparava sopa, punha a mesa, acendia velas, um cigarro e servia o vinho &#8211; que, mesmo sendo suco de uva doce para a neta, era servido em ta&#231;a de cristal colorido &#8211; e ent&#227;o come&#231;ava a contar hist&#243;rias cheias de detalhes sobre vestidos bordados, sapatos ex&#243;ticos e chap&#233;us raros que se misturavam como uma orquestra para formar o visual de cada um de seus personagens. Ent&#227;o, at&#233; a hora da novela, as duas viajavam na imagina&#231;&#227;o daquela senhora que, muitas vezes, repetia o mesmo conto do dia anterior. Mas Am&#225;lia n&#227;o se importava, conhecia o talento criativo de sua av&#243; e gostava ainda mais quando ela inventava um novo final para uma velha hist&#243;ria. O arm&#225;rio de dona Yolanda era um acervo que compunha o patrim&#244;nio hist&#243;rico de sua vida. Para cada pe&#231;a havia uma can&#231;&#227;o, a hist&#243;ria de um beijo ou uma cena mirabolante de ci&#250;mes... E o melhor: Am&#225;lia conhecia t&#227;o bem cada uma delas que, aos 11 anos j&#225; era capaz de reinventa-las para suas colegas. Um dia apareceu na escola usando chap&#233;u e segurando um cigarro apagado, que levava eventualmente aos l&#225;bios apertando os olhos como se fumasse e depois soprava vento no ar. Quando passou pela sala da diretora disparou: - Buenos dias don&#227; Palmira &#8211; tocou com o indicador o cigarro, fingindo bater a cinza, e soprou mais uma vez o ar. 
Pronto -&#160;Achando que aquilo j&#225; era demais, dona Palmira apanhou a menina pelo bra&#231;o arrancando-lhe o cigarro apagado dos l&#225;bios e dizendo: 
- Que absurdo &#233; esse Am&#225;lia! Tire j&#225; este chap&#233;u rid&#237;culo, est&#225; parecendo uma rameira. 
E&#160;a menina:
- &#201; que hoje n&#227;o sou Am&#225;lia. Meu nome &#233; Beatriz. N&#227;o por op&#231;&#227;o, sou uma meretriz. Meu sonho &#233; viver em Paris, onde certamente serei mais feliz trabalhando como atriz, casada com o homem que sempre quis. 
Abriu a mochila, apanhou mais um cigarro, que fingiu acender com o polegar, soprou o ar dizendo: - Me desculpe, preciso ir, hasta la vista. 
Dona Palmira n&#227;o sabia se aplaudia, chorava ou ria.
Preferiu a mudez de sua enorme sensatez. .
Foi Mario Vargas Llosa quem disse que a origem da disposi&#231;&#227;o para inventar seres e hist&#243;rias &#233; a Rebeldia. O ser criativo teima em criticar o mundo real fabricando, a partir da imagina&#231;&#227;o, realidades fict&#237;cias &#8211; que apesar de t&#227;o eficazes quanto um cigarro apagado, proporcionam um prazer viciante. Rejeitar a realidade &#233; pura rebeldia.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;::&#160;&#160;&#160;&#160; ::
Viva o rebelde que cria, escreve, interpreta, inventa, fantasia, colore, pinta, desenha, costura, faz a moda, o cinema e a m&#250;sica. Viva a rebeldia feminina, que se pinta, se monta, se penteia, passa creme, perfume, batom, a m&#227;o nos cabelos e diz n&#227;o &#224; realidade cruel do espelho. Viva a rebeldia da mem&#243;ria que guarda teimosa velhos casos de amor, beijos e brigas, viagens e gl&#243;rias para serem reinventadas quando a realidade n&#227;o convier. Viva a rebeldia de Am&#225;lia, que hoje &#233; (segundo minha imagina&#231;&#227;o) uma grande cineasta! mariaSanz. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">:. A Parte do Olho .:</title>
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		    <updated>28.09.07 20:06:42</updated>
		    <published>21.09.07 16:57:08</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Era a av&#243; da&#160;B&#225; e da N&#225; que dizia: &#160;&#8216;O olho quer sua parte&#8217;. Como se reivindicasse um direito, nossos olhos buscam beleza nas coisas. Verdade. Assim como os ouvidos perseguem a melodia nos sons, e o paladar a harmonia nos sabores, o olhar tende a perseguir o belo. Olhando por esse &#226;ngulo fica mais f&#225;cil compreender por que afinal a beleza, ou harmonia da &#160;imagem, ocupa um posto t&#227;o significativo em nossas vidas. 
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 
Ah, a beleza... - &#201; um neg&#243;cio danado... (assim diz meu pai quando quer se referir a algo muito curioso, ou sem explica&#231;&#227;o). &#201; mesmo incr&#237;vel o poder de persuas&#227;o&#160;da beleza,&#160;est&#233;tica,&#160;harmonia ou&#160; &#8216;visual&#8217; das coisas - e&#160;pessoas.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160;&#160; 

.
No inicio da adolesc&#234;ncia, quando era f&#227; do Roxette, me esfor&#231;ava para compreender&#160;a letra da musica &#8216;She&#8217;s got the look&#8217;. Cheia de met&#225;foras mirabolantes, a m&#250;sica compara 'Ela'&#160;(who&#8217;s got the look) &#224; coisas fabulosas, como ao sabor de uma gota de chuva (!); e &#224; for&#231;a de um martelo - num esfor&#231;o para&#160;descrever a potencia do visual. 
.
- Assim como se tentou na m&#250;sica, o enigma da atra&#231;&#227;o pela beleza tende a se esclarecer quando o atrelamos ao fen&#244;meno dos sentidos:
Fica mais simples se pensarmos que&#160;cada um de nossos&#160;sentidos ir&#225; sempre 'reinvindicar'&#160;sua&#160;parte...como forma de exercitar&#160;seu potencial.
(&#201; como se diante da beleza&#160;os olhos dessem uma festa,&#160;dizendo &#233; isso que eu mere&#231;o!)

Me diga:
&#201; ou n&#227;o &#233; comum nos encantarmos pela melodia de uma m&#250;sica, mesmo sem saber bulhufas do que diz a letra? (&#201; que o ouvido&#160;quer saber da sua parte).&#160;E vai entender a gente (a&#237; me incluo) que &#233; louca por bucho - Tro&#231;o feio e&#160;mal cheiroso, mas vamos concordar, delicioso... (O paladar tamb&#233;m quer saber da sua parte). 
..&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 
Falando sobre 'a parte do olho', percebi que nos &#250;ltimos dias, ou desde que abri o escrit&#243;rio, boa parte da minha aten&#231;&#227;o, devo confessar, foi para o visual. N&#227;o posso negar: meu olho &#233; festeiro e muito exigente. Ele quer 'sua parte'&#160;sempre grande, e satisfaze-lo (sem gastar a mais) requer habilidade. &#201;... Pessoas sens&#237;veis (e festeiras), como yo, tendem a 'sofrer' daquela hist&#243;ria do Pequeno Pr&#237;ncipe que diz que nos tornamos eternamente respons&#225;veis por aquilo que cativamos &#8211; ou, em se tratando de sentidos, estimulamos.&#160;
. Enfim, dependendo do qu&#227;o estimulados s&#227;o&#160;ou foram seus sentidos, mais exigentes eles ser&#227;o na busca involunt&#225;ria da pr&#243;pria satisfa&#231;&#227;o.
Compreenda e tire proveito disso que &#233; um neg&#243;cio danado da natureza!
.


&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 
.
* (N&#227;o deixe de ler na Revista Veja desta semana (26/09/07)&#160;a mat&#233;ria sobre A nova ci&#234;ncia do c&#233;rebro - A&#160;Neuroest&#233;tica. Al&#233;m de super interessante, a mat&#233;ria confirma que ao reconhcer o Belo, o cortex orbitofrontal medial processa est&#237;mulos que representam uma recompensa; e confirma tamb&#233;m a tese sobre a&#160;import&#226;ncia&#160;do estimulo).&#160;


Nota: Achei ainda mais incrivel a mat&#233;ria por que esta pe&#231;a foi publicada aqui noProvadoR na sexta-feira dia 21/09, logo depois do almo&#231;o em que a N&#225; me contou sobre a s&#225;bia frase de sua av&#243;, e&#160;a&#160;Revista, que chegou aqui ontem, trouxe o&#160;mesmo tema sob a&#160;&#243;tica cientifica da coisa... neg&#243;cio danado...&#160;&#160;&#160;&#160;
.
.
mariaSanz.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">:. levantar &#226;ncora .:</title>
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		    <updated>24.09.07 11:20:59</updated>
		    <published>07.09.07 12:31:40</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Dizem que um barco est&#225; seguro no porto. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; - Mas n&#227;o foi constru&#237;do para isso. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 
Sentada pela primeira vez, na mesa do meu primeiro escrit&#243;rio-estudio, sinto o frio na barriga t&#237;pico daquele que acabou de desatar o complicado n&#243; que unia o barco &#224; terra firme e deu com as m&#227;os o primeiro impulso mar adentro. ...uma sensa&#231;&#227;o inebriante como uma paix&#227;o e assustadora na medida em que toda nova aventura deve ser. Sim, acabo de fazer a mudan&#231;a do escrit&#243;rio que tinha em casa para uma linda salinha, no lugar que sempre sonhei. 
Trabalhar em casa tem um lado delicioso, que &#233; poder ficar de chinelos com a cara amassada, mas tem tamb&#233;m a dificuldade de n&#227;o deixar as coisas se misturarem &#8211; trabalhar em casa tamb&#233;m pode significar morar no trabalho... 

Mas, se &#233; para falar de raz&#245;es, vou logo mencionar a maior e melhor: Nada pode ser mais desej&#225;vel para uma Produtora-Stylist do que ter seu pr&#243;prio escrit&#243;rio-est&#250;dio. Ops &#8211; Como esta &#233; uma profiss&#227;o relativamente nova, antes que perguntem, como fez a vov&#243;, o que faz uma stylist, vou explicar como funciona este dobrado: - Stylist &#233; o profissional que conhece bem a hist&#243;ria da moda e do estilo, tem um bom treino do olhar e sabe criar conceitos a partir de imagens. Ele pode definir a forma e a substancia de um desfile, cat&#225;logo ou editorial de moda. J&#225; a fun&#231;&#227;o do Produtor de moda, na pr&#225;tica, &#233; basicamente tornar poss&#237;vel o que foi previamente idealizado. Viu! S&#243; que agora, ao inv&#233;s de ter que correr atr&#225;s de est&#250;dio e da melhor atmosfera para trabalhar, como fiz nos &#250;ltimos anos, criei coragem para ter um pr&#243;prio. ...Ok, imagino que voc&#234; pode estar pensando que n&#227;o h&#225; o que temer, que este impulso mar adentro &#233; mesmo muito natural. Mas o fato &#233; que quando chega sua hora, n&#227;o tem jeito, d&#225; o tal frio na barriga. - Pois bem, agora o neg&#243;cio &#233; remar e esperar que o vento sopre a favor de noProvadoR! - Ah, ainda n&#227;o contei n&#233;!? O escrit&#243;rio-estudio, assim como este (por mim amado) blog que vos fala, tamb&#233;m se chama noProvadoR - e fica em Vit&#243;ria, ES, na Joaquim L&#237;rio, #8. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 
Portanto, partindo com a miss&#227;o de ser uma Produtora Criativa que ofere&#231;a os servi&#231;os de Styling Profissional; Maquiagem para produ&#231;&#227;o de imagem; Est&#250;dio fotogr&#225;fico e Consultoria para elabora&#231;&#227;o de conceitos de estilo e moda. &#8211; espero um dia poder navegar com destreza nas &#225;guas do alto-mar. mariaSanz. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">:: Effortlessness ::</title>
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		    <updated>01.10.07 09:32:22</updated>
		    <published>28.08.07 14:07:35</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">- Style &#8211; (Desperation Kills it!) &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160;
Das muitas percep&#231;&#245;es sobre Londres, uma das que mais me interessam &#233; o fato de que estilo &#233; conseq&#252;&#234;ncia de &#8216;atitude com subst&#226;ncia&#8217; &#8211; o que isso significa? Que roupas s&#227;o meros refor&#231;os &#8211; e n&#227;o passam de instrumentos para praticar id&#233;ias originais (e naturais) daquele que confia em si pr&#243;prio; 
E que n&#227;o adianta&#160;esfor&#231;o para marcar&#160;estilo: ou&#160;ele &#233; original (como de Mr. Elton), ou um blefe &#243;bvio.&#160; Num caldeir&#227;o cultural fervilhante como a capital inglesa, fica clara a naturalidade, portanto, n&#227;o-esfor&#231;o, versus o&#160;m&#225;ximo esfor&#231;o. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160;Sex P.
A partir da d&#233;cada 60, como falamos na primeira pe&#231;a londrina, a explos&#227;o da liberdade permitiu que todos experimentassem ser o que bem quisessem sob o lema &#8216;live and let live&#8217;. Londres se tornou referencia da pr&#243;pria liberdade - com muito estilo e ousadia. 
Naquele per&#237;odo muitos estilos foram literalmente criados.&#160;Nascia&#160;ali a prerrogativa&#160;para&#160;liberar geral na&#160;arte,&#160;m&#250;sica, na moda e no cinema. (A exposi&#231;&#227;o Panic Attack no&#160;Barbican&#160;Museum,&#160;em Londres, &#233; uma mostra sobre como a&#160;arte se expressou&#160;durante a explos&#227;o do movimento punk - uma &#243;tima oprtunidade de perceber&#160;a for&#231;a da conex&#227;o entre arte, moda, m&#250;sica e cinema).
- Alguns movimentos e estilos certamente foram mais marcantes que outros, e hoje &#233; possivel&#160;ver&#160;que aquela marca registrada deles&#160;continua impregnada&#160;no comportamento e apar&#234;ncia de toda sua descend&#234;ncia. 
&#201; muito interessante se deparar com&#160;caricaturas do punk, clubber ou rock nas ruas e metr&#244;s, e constatar que o esp&#237;rito destes estilos ainda circula feroz e nostalgicamente.&#160;.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;'criadores' Warhol, Bianca Jagger e companhia, 70's.
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Contudo, apesar do clima de n&#227;o julgamento, a favor da liberdade de express&#227;o, &#233; muito comum ver pessoas se esfor&#231;ando para estabelecer um estilo preexistente; (fica faltando a personalidade, e parecendo coisa de f&#227; clube...)&#160;
Seja copiando Kate Moss, ou a nova diva rebel do momento Amy Winehouse, se montando de punk ou fazendo uma caricatura de Boy Geoge ou Cindy Lauper nos anos 80; 
Este comportamento n&#227;o&#160;parece ter rela&#231;&#227;o com o momento open-minded que aconteceu nas d&#233;cadas passadas. Mas ao contr&#225;rio, parece ter retrocedido ao tempo Vitoriano, quando os 'menos privilegiados' esfor&#231;avam-se para se vestir e parecer com os bem-aventurados.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160;just Bowie
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Sim, &#233; verdade, mesmo na modern&#237;ssima Londres, fica claro o esfor&#231;o para parecer: &#8216;moderno&#8217;. 
L&#225;, a m&#237;dia &#233; massiva e tem muito poder. Lan&#231;a esc&#226;ndalos e tend&#234;ncias di&#225;rias, que impulsionam o violento consumo de moda, mas tamb&#233;m padronizam comportamentos. Ter estilo pode ser um ato literalmente pol&#237;tico por ter como estrat&#233;gia acreditar sobretudo em si mesmo. N&#227;o se deixar enlouquecer pela m&#237;dia, nem achar que para ter estilo &#233; preciso ser magra, rica, jovem e famosa. &#201; ter coragem para acreditar em suas pr&#243;prias convic&#231;&#245;es, ao inv&#233;s de repetir lemas erodidos, ou comprados em revistas. Por fim, ter estilo pode ser um projeto ambicioso e arriscado, cuja &#250;nica seguran&#231;a est&#225; em acreditar, por conhecer bem, a si pr&#243;prio.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160;&#160; always Bowie
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Londres &#233; mesmo incr&#237;vel! A atitude&#160;&#233; forte e a monta&#231;&#227;o, &#224;s vezes,&#160;&#233; demais! - Ah sim,&#160;tudo demais enjoa, j&#225; dizia a minha av&#243;. 
...Esfor&#231;o fashion demais, maquiagem demais, cabelo demais, pode acabar&#160; pl&#225;stico demais! 
Nada pior que uma produ&#231;&#227;o sint&#233;tica, com brilho artificial ou com cara de dej&#224; vu, seja em aqui, em Londres, Pequim ou no Peru! 
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Estilo, charme, beleza e suco s&#227;o melhores quando naturais. ...Sim, toda naturalidade depende de&#160;um &#160;effortlessness qualquer. 
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mariaSanz.</content>
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