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Este blog foi criado para tirar dos cabides pensamentos que devem ser experimentados. Não tenha receio de entrar neste ProvadoR que se propõe a ser amplo e livre de preconceitos. Entre. Prove. E fique à vontade para Levar o que quiser.

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Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2007, 28

28.08.07

:: Effortlessness ::

categorias: estilo


- Style – (Desperation Kills it!)

                  

Das muitas percepções sobre Londres, uma das que mais me interessam é o fato de que estilo é conseqüência de ‘atitude com substância’o que isso significa?
Que roupas são meros reforços – e não passam de instrumentos para praticar idéias originais (e naturais) daquele que confia em si próprio;

E que não adianta esforço para marcar estilo: ou ele é original (como de Mr. Elton), ou um blefe óbvio

Num caldeirão cultural fervilhante como a capital inglesa, fica clara a naturalidade, portanto, não-esforço, versusmáximo esforço.

                           Sex P.

A partir da década 60, como falamos na primeira peça londrina, a explosão da liberdade permitiu que todos experimentassem ser o que bem quisessem sob o lema ‘live and let live’. Londres se tornou referencia da própria liberdade - com muito estilo e ousadia.

Naquele período muitos estilos foram literalmente criados. Nascia ali a prerrogativa para liberar geral na arte, música, na moda e no cinema. (A exposição Panic Attack no Barbican Museum, em Londres, é uma mostra sobre como a arte se expressou durante a explosão do movimento punk - uma ótima oprtunidade de perceber a força da conexão entre arte, moda, música e cinema).

- Alguns movimentos e estilos certamente foram mais marcantes que outros, e hoje é possivel ver que aquela marca registrada deles continua impregnada no comportamento e aparência de toda sua descendência.

É muito interessante se deparar com caricaturas do punk, clubber ou rock nas ruas e metrôs, e constatar que o espírito destes estilos ainda circula feroz e nostalgicamente. 

.           

               'criadores' Warhol, Bianca Jagger e companhia, 70's.

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Contudo, apesar do clima de não julgamento, a favor da liberdade de expressão, é muito comum ver pessoas se esforçando para estabelecer um estilo preexistente; (fica faltando a personalidade, e parecendo coisa de fã clube...) 

Seja copiando Kate Moss, ou a nova diva rebel do momento Amy Winehouse, se montando de punk ou fazendo uma caricatura de Boy Geoge ou Cindy Lauper nos anos 80;

Este comportamento não parece ter relação com o momento open-minded que aconteceu nas décadas passadas. Mas ao contrário, parece ter retrocedido ao tempo Vitoriano, quando os 'menos privilegiados' esforçavam-se para se vestir e parecer com os bem-aventurados
                                just Bowie

.

Sim, é verdade, mesmo na moderníssima Londres, fica claro o esforço para parecer: ‘moderno’.

Lá, a mídia é massiva e tem muito poder. Lança escândalos e tendências diárias, que impulsionam o violento consumo de moda, mas também padronizam comportamentos.

Ter estilo pode ser um ato literalmente político por ter como estratégia acreditar sobretudo em si mesmo. Não se deixar enlouquecer pela mídia, nem achar que para ter estilo é preciso ser magra, rica, jovem e famosa. É ter coragem para acreditar em suas próprias convicções, ao invés de repetir lemas erodidos, ou comprados em revistas.
Por fim, ter estilo pode ser um projeto ambicioso e arriscado, cuja única segurança está em acreditar, por conhecer bem, a si próprio. 
          always Bowie

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Londres é mesmo incrível! A atitude é forte e a montação, às vezes, é demais!
- Ah sim, tudo demais enjoa, já dizia a minha avó.

...Esforço fashion demais, maquiagem demais, cabelo demais, pode acabar  plástico demais!

Nada pior que uma produção sintética, com brilho artificial ou com cara de dejà vu, seja em aqui, em Londres, Pequim ou no Peru!

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Estilo, charme, beleza e suco são melhores quando naturais.
...Sim, toda naturalidade depende de um  effortlessness qualquer.

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mariaSanz.

  • criado por  noprovador criado por noprovador
  • Postado em 14:07:35