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. Os 3 elementos .
noProvadoR direto do Fashion Rio, na Marina da Glória, RJ.
O fashion show, ou desfile de moda, é um espetáculo fugaz mas ambicioso. Seu projeto é se perpetuar através das câmeras (estrategicamente posicionadas no pit de fotógrafos) e do material publicado na mídia pelos jornalistas-espectadores-do-show.
Salinas
A mídia, como se sabe, é a principal platéia da moda. Razão pela qual é convidada, acolhida e paparicada no evento. Ora, é ela quem irá, ou não, facilitar a desejada repercussão daquele breve espetáculo.
Siiim, a opinião de alguns membros especiais da mídia tem relevância concreta - sua simples repercussão irá afetar diretamente no julgamento de milhares de outras pessoas. Talvez esses sejam os profissionais que adquiriram o direito de misturar seus gostos e experiências pessoais à informação.
Tessuti
Mas, é preciso dizer que há muito mais entre a passarela e as revistas do que julga nossa vã idéia!
A revista Piauí, que não é especializada em moda, deu um golpe de mestre nesta última edição publicando uma matéria bomba sobre plágio na criação de moda brasileira. A revista publicou fotos da incontestável veracidade da acusação, deixando alguns estilistas (como Layana Thomaz, Juliana Jabour e a Reserva) e jornalistas de moda (que supostamente não teriam percebido as cópias), na maior saia justa. Houve estilista que levantou a bandeira contra a mídia de moda brasileira, acusando-a de ser uma ‘grande bobagem’, e jornalista de moda que acusou a Piauí de não ter lido seus comentários.
- Aqui no Fashion Rio a Piauí circula a todo vapor e virou basfond!
Layana Thomaz
Plagiadas ou não, as roupas têm como primeiro objetivo cair no gosto e encantar a imprensa de moda – É tanto que são apresentadas à mídia num show elaborado e não em simples cabides.
Aliás, para um fashion show, a roupa, que deveria ser a grande estrela, muitas vezes perde a vez para um outro elemento qualquer. É comum que num desfile, a trilha sonora, o casting ou a cenografia falem mais alto. E isso exige ainda mais profissionalismo do jornalista, que deve ter condições de ser focado o suficiente para separar as informações.
Cavendish
Mas como para os mortais, gosto pessoal ainda é uma coisa e informação jornalística é outra.
Vou experimentar fazer uma anáise dos desfiles de ontem segundo meu gosto.
Na verdade, tudo o que posso dizer (a quem possa interessar meu blá de menina metida a ter bom faro para ‘sensações’) é o que senti.
- Blá. me encantaram os desfiles de Mara Mac, Sta. Ephigenia, Tessuti e Salinas - Todos esses foram lindos, completos e empolgaram pelo conjunto de obra. Adorei a trilha sonora do desfile de Layana Thomaz, com Marina Lima e Erasmo Carlos. O desfile esbanjou melancolia, mas ficou devendo no quesito roupa boa. No desfile da Redley também sobrou cenografia natural com vista para o horizonte no Forte de Copacabana, mas faltaram looks bem bolados. Já nos shows da Virzi e Cavendish erraram na mão de modo geral. Faltaram a graça e a emoção.
- e blá blá blá.
Salinas again!
Viu só!? Acredito que deva ser bastante difícil ser uma jornalista de moda com o compromisso de transmitir informação, antes da própria opinião.
- Por isso, eu que não sou jornalista, nem boba, nem nada, só quero sentir, degustar, aprender, preferir ou não gostar de algumas coisas e blábláblá!
mariaSanz.