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- É, não teve jeito.
Em razão da minha congênita falta de afinidade com regras, tentei fugir da praxe de fazer o ‘balanço’ desta temporada de moda. Mas, como até minha mãe cobrou, e quando mãe cobra a gente dobra, vou ceder e fazer um breve resumo do que vi e vivi.
- chic! noProvadoR também foi credenciado!
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Antes de tudo, é preciso dizer que, sob meu ponto de vista, existem algumas diferenças importantes entre o Fashion Rio e o SPFW que os transformam em experiências singulares e complementares.
FASHION RIO - A temporada carioca, como se sabe, acontece à beira mar, nas tendas armadas na Marina da Glória, cuja vista é indefectível e o pôr-do-sol infalível. Por lá, as pessoas circulam na horizontalidade, andam e falam de um jeito próprio, são cheios de si e de ginga, têm atitude sexy e decotes profundos.
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A assessoria do evento é da ‘dupla’, que corre atrás para deixar tudo em cima: Da organização da imprensa no Hotel Glória, que é campeão no quesito canja de galinha para os arrasados; Passando pelas animadas vãs, que nos levavam até a Marina, sempre ao som de algum dvd pop, como o do Roupa Nova, por exemplo, que fazia to-do mundo se divertir; Até o cuidado no cheirinho de limpeza ‘sabor limão forte’ dos banheiros químicos da sala de imprensa.
A moda que se apresenta sobre as passarelas tem um aroma mais comercial, o que propicia uma leitura mais simples (mas nunca simplória).
Além de grandes clássicos como Lenny, Salinas, Blue Man, Graça Ottoni, Mara Mac, Tessuti e Walter Rodrigues, entre outros, o democrático Fashion Rio também dá espaço para novos estilistas, que se apresentam no Rio Moda Hype – Os novos criadores não seguem tendências, mas trazem consigo conceitos e idéias bem frescas...(esta temporada do MH foi particularmente especial por que contou com o desfile da Butch, a marca de swimwear masculino(!) do meu amigo Juliano Corbetta)
Os looks do Fashion RIo que me fizeram suspirar:





.Respectivamente: Sommer, Sta. Ephigênia, Mara Mac, Tessuti e Lenny. (Veja mais fotos e leia as criticas de Milene Chaves no site Chic)
SÃO PAULO FASHION WEEK - Já o SPFW, que acontece nos salões de concreto do imenso castelo das artes – o prédio da Bienal em SP, tem um certo ar aristocrático. Há um tipo de orgulho impregnado no ar, talvez em razão da sobra de dignidade deixada pelo espírito das artes - Não sei bem explicar...
sala de imprensa.
As pessoas circulam apressadas em movimentos verticais – Estão sempre subindo uma escada rolante ou uma rampa comprida, ou descendo uma escada estreita e a mesma rampa comprida – As feições são concentradas, as roupas hermeticamente ‘descoladas’ e a atitude bem profissional – essa gente retilínea sabe como trabalhar no salto.
Que o diga a equipe de assessoria da Gisele Najjar. As meninas de Sampa também dão duro para coordenar tudo: Desde as idas e vindas das vãs, cujos silenciosos motoristas seguem a risca os horários; Passando pela entrega dos convites nos quartos do Hotel Pestana, campeão no quesito conforto; Até os cuidados da ‘luxuosa’ sala de imprensa, que nesta temporada tinha, além de deliciosos sofás de cetim azul, comidinhas orgânicas, um salão escuro com telão para transmissão dos desfiles e água Perrier! É mole?
Rumo ao que de fato interessa, devo dizer que a moda sugerida no SPFW parece ser mais intrigante. Às vezes o perfume da vanguarda chama a atenção, como no caso dos desfiles de Alexandre Herchcovitch, noutras é a poesia que fica suspensa, como é hábito do professor Ronaldo Fraga, e há também o aroma clássico, sempre presente nos desfiles da Maria Bonita. É claro que existem as marcas que se mantêm bastante comerciais, o que, na verdade, não é para se lamentar - fashion is business.
Os looks do SPFW que me fizeram suspirar:





Respectivamente: Raya de Goeye, Ronaldo Fraga, Isabela Capeto, Osklen e Samuel Cirnansck.
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Enfim, se é mesmo para balancear, quero dizer que as temporadas de moda são o triunfo do novo sobre a mesmice.
Um feitiço que me acomete os sentidos; Cansa meu corpo na mesma medida em que renova minhas idéias – O que mais posso dizer?
- Adoro!
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mariaSanz.
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"É função tácita da roupa preparar o instante da nudez".
Carlos Drummond de Andrade.
Gian Paolo Barbieri, anos 60
- Ok, genial Drummond, mas ela tem também uma função eloqüente: A de comunicar o tipo.
Chloé Sevigny, foto de Matt Jones.
(...)
Durante uma temporada de moda é possível perceber o grande poder de eloqüência da roupa. Alias, quanta reverberação! Nestes períodos, tanto a Marina da Glória no RJ, quanto o prédio da Bienal em SP, se transformam em grandes centros de expressão não verbal.
A sensação é de uma gritaria silenciosa - um verdadeiro escândalo mudo.
E mais, neste debate fashion, todo mundo quer falar.
Poder se montar e expressar (sem grandes pudores) o tipo que quiser é, na verdade, um dos grandes apelos destes eventos.
Afinal, é para lá que vão os caçadores de tendências de moda e de comportamento (que muitas vezes estão longe das passarelas mais comerciais).
Top Less Look - Rudi Genreich, anos 60.
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Contudo, neste blá blá blá visual, as mensagens transmitidas nem sempre são compreendidas - O tipo e a roupa devem estar em pleno acordo, do contrario o recado se perde.
Uma vez sobre um corpo de carne e osso, a roupa ganha vida e sentidos e passa a tentar ferozmente se expressar - Daí a importância de saber carregá-la.
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Desfile Sommer, verão 2008.
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A roupa pode, por si só, repelir ou atrair, agredir, enfeitiçar, assustar, angustiar, enlouquecer ou seduzir.
* E mais uma vez, não se engane: para cada escolha existe um projeto (secreto) de discurso.
- É tudo verdade pessoal....Veja a seguir duas histórias em que a roupa falou!
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Gisele, edição de julho da revista W.
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A campanhia tocava pela terceira vez quando, enrolada numa toalha azul, Juliana abriu a porta.
- Pois não?
A pergunta que se seguiu foi obvia na mesma proporção da irritação da moça que sentiu o chão ensopado pela água que lhe escorria dos cabelos.
- Ah, você estava no banho?
- Sim, estava. Em que posso te ajudar?
Resignada, dona Carlota, a síndica, entrou de volta no elevador que a trouxe prometendo que mais tarde voltaria com a convocação para uma reunião no dia seguinte e, é claro, com sua ladainha sobre a importância da manutenção do silêncio no condomínio.
Sim, a chatice daquela dona era uma razão forte o suficiente para, depois de tê-la visto pelo 'olho mágico', Juliana - que estava de ressaca da festa em seu apartamento na noite anterior - ter se 'montado': molhou a cabeça no tanque e se enrolou na melhor roupa espanta vizinho que existe - a toalha.
- Aquele truque não falhava.
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Gisele, edição de julho da revista W.
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Ah, tem também a da Paula que não tinha convite pra festa e, como eles não estavam à venda, saiu e comprou o melhor discurso abre portas da noite: Um vestido incrível (e caríssimo), curto e todo de paetês dourados. Quando saiu do táxi, linda como o sol, o vestido foi na frente gritando ‘licença, licença’ e como num passe de mágica as portas do salão se abriram e a host da casa, que também estava linda de dourado, a recebeu dizendo:
- Boa noite, fique à vontade.
- Hum... Não falei? Elas falam (e às vezes até entre si!)
mariaSanz.
A FORÇA QUE DETERMINA(VA)
Na loja grande, cheirosa e bacana, tinham algumas gaiolas. A menina se distraia admirando um lindo pássaro branco, enquanto sua mãe fechava um ‘negócio’.
- Ok. Vou levar esse jeans de cintura alta. Ouvi dizer que é mesmo uma nova tendência para o verão.
Curiosa com a afirmação, a menina pergunta:
- Mamãe, de onde vêm as tendências?
- Ah, minha filha, elas vêm lá do São Paulo Fashion Week...
(...)
Pois bem, façamos o que pode ser mais moderno em termos de moda:
- uma ATUALIZAÇÃO.
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Forum
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A cadeia têxtil tem cerca de onze etapas, que vão da fiação, passando pelo beneficiamento, até a confecção - quando, enfim, a roupa está pronta para ser ofertada ao mercado.
Mas, antes de passar por todas estas etapas, a grande maioria dos criadores de moda consultam os Birôs (ou Bureaux) de estilo – Birôs de estilo são agências que pesquisam tanto o comportamento de pessoas antenadas, como os conceitos, materiais e cores que estarão disponíveis na natureza e no mercado, para elegerem ‘temas’ ou tendências que orientem fabricantes, confeccionistas e estilistas.
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Tereza Santos
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É claro que o estilista não está vinculado aos temas propostos por esses birôs e pode sempre criar aquilo que bem entender.
Mas, então, por que os birôs? Talvez o principal motivo seja o desejo de ‘amarrar’ sua coleção a uma outra que também os tenha seguido, de modo que a tendência seja reconfirmada, ganhando força e fazendo girar a roda do mercado.
Em resumo, ao confirmar uma tendência em seu desfile, o estilista está tentando, muitas vezes, tornar seu trabalho mais compreensível e comercial.
Tereza Santos
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Mas....
(E agora vem a parte moderna da coisa)
'Tendência é uma das palavras mais fora de moda que existem'.
Regina Guerreiro, jornalista de moda.
É possível saber quais as tendências ou temas que estão sendo propostos por aqui, e julgar as melhores e piores idéias através do que é divulgado pela mídia. Mas sobre o que vai ser mesmo moda...
- É você quem vai decidir.
Siiim, é verdade. E não sou só eu quem digo isso - Aqui na Bienal, onde acontece o São Paulo Fashion Week, tive oportunidade de conversar com algumas das pessoas mais entendidas no assunto e a resposta da grande maioria foi a mesma:
:: Quem confirma uma tendência de moda é o consumidor ::
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Forum
‘O estilista propõe, a mídia valida e divulga, mas quem confirma é o consumidor’
Carol Garcia, escritora e jornalista de moda.
‘O consumidor é a autoridade suprema’
Lílian Pacce, apresentadora e jornalista.
‘As tendências vêm de todos os lados (...) pessoas antenadas estão por todos os lados’
Felipe Veloso, stylist.
‘Quem confirma uma tendência é a rua’
Érika Palomino, jornalista.
‘É sempre o consumidor’ .
Juliano Corbetta, estilista
‘A mídia pode até massificar uma tendência, mas ainda assim, a palavra final é do consumidor’
Thaiz Sabbagh, jornalista.
Uma tendência pode se tornar um clássico e durar para sempre transformando-se num estilo, por exemplo. Uma tendência de curtíssima duração, em contrapartida, pode ser chamada de mania. E uma macrotendência de comportamento pode ser tornar um modismo. Tudo depende da aceitação do consumidor, da rua, das pessoas.
A cintura alta, por exemplo, que vem sendo proposta há algum tempo, continua em alta nesta temporada.
- Se vai pegar ou não?
Como eu ou alguém por aqui pode saber?
- É você quem decide!
mariaSanz.
A incrível escritora Martha Medeiros descreveu na crônica deste domingo a simplicidade dos segredos por trás da maravilha que é namorar.

Assim disse Martha:
‘Namoro é quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas com poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha importância de celebração.
Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, e a cada dia um segredo é revelado (...) De manhã um silêncio inquietante, à tarde um mal entendido. À noite um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.
Namoro é teste, é amostra, é ensaio’(...).
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. O namoro de Paloma .
'As mulheres estragam qualquer romance com a mania que têm de querer que eles durem para sempre'.
Oscar Wilde

Desde muito Paloma queria conhecer, poder, ter e ser da moda. Sempre ouvira dizer que a moda era uma norma sem disciplina. Uma sedutora divertida e instigante, mas também, e sobretudo, instável e dominadora.
Sabia que a maioria das mulheres não se entendia bem com a moda e estava convencida que seu caso seria diferente.
Era uma romântica ambiciosa.
Já na adolescência, Paloma começou um flerte discreto que acontecia quando sua mãe saía para o trabalho deixando para trás um enorme closet a ser explorado. Depois, vieram as revistas, os filmes e finalmente as festas de 15 anos, quando finalmente aquele esperado relacionamento começou de fato.
A cada 4 festas, e esta era a regra (na verdade bastante justa, já que na sétima série eram 16 garotas na sala e, portanto, haveriam 16 festas diferentes) Paloma ía com sua mãe à uma loja para escolher um novo vestido de festa. E como estes encontros com a moda eram poucos e custavam a chegar, aqueles poucos ganhavam sempre status de celebração.
Naturalmente, o gosto daquele momento era (ivariávelmente) delicioso e, mesmo com sua mãe lhe advertindo para que não se preocupar com moda, Paloma se apaixonava cada vez mais.
Aos 17, como ainda não havia faculdades de moda, entrou para a faculdade de arte e passou a estagiar no atelier de seu ‘tio pintor’ Waldemar. Ganhava um salário simbólico que era reservado exclusivamente para se deliciar com a moda -Gostava de experimentar e de se surpreender com cada nova possibilidade que ela oferecia.
Aos 23 se formou e começou a desenhar suas próprias roupas, que aos poucos foram ganhando fama no bairro. Trabalhou duro e investiu na criação de sua grife ‘La Paloma’, cujas peças foram, aos poucos, vestindo pessoas interessantes, e participando assim de grandes ferveções La Paloma era sucesso na cidade.
Depois de 5 anos no mercado, sua marca foi convidada a participar da semana de moda nacional.
Enfim a Glória!
Era o fim do namoro, do teste, do ensaio; E o inicio de um tão esperado casamento cheio de certezas, obrigações, regras, prazos e datas marcadas.
...
Paloma vai bem, mas anda enlouquecida. Dia desses ouvi que perdeu seu romantismo. Contratou uma jovem enamorada pela moda para desenhar suas coleções (que agora mais parecem partos semestrais). Ganhou algum dinheiro, alguma fama e algumas rugas. E pode perceber que amar o poder é inverso ao poder de amar.
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- Namore a moda, a gastronomia, a música e a vida. Experimente, ensaie e não tenha pressa de ter certezas - elas virão, mais cedo ou mais tarde - Mas quando chegarem lembre-se que o segredo é (ou deve ser) simplesmente namorá-las. . .

‘Cumpra sua obrigação de namorar, sob a pena de viver apenas na aparência. De ser seu cadáver itinerante’.
Carlos Drummond de Andrade.
mariaSanz.
. Os 3 elementos .
noProvadoR direto do Fashion Rio, na Marina da Glória, RJ.
O fashion show, ou desfile de moda, é um espetáculo fugaz mas ambicioso. Seu projeto é se perpetuar através das câmeras (estrategicamente posicionadas no pit de fotógrafos) e do material publicado na mídia pelos jornalistas-espectadores-do-show.
Salinas
A mídia, como se sabe, é a principal platéia da moda. Razão pela qual é convidada, acolhida e paparicada no evento. Ora, é ela quem irá, ou não, facilitar a desejada repercussão daquele breve espetáculo.
Siiim, a opinião de alguns membros especiais da mídia tem relevância concreta - sua simples repercussão irá afetar diretamente no julgamento de milhares de outras pessoas. Talvez esses sejam os profissionais que adquiriram o direito de misturar seus gostos e experiências pessoais à informação.
Tessuti
Mas, é preciso dizer que há muito mais entre a passarela e as revistas do que julga nossa vã idéia!
A revista Piauí, que não é especializada em moda, deu um golpe de mestre nesta última edição publicando uma matéria bomba sobre plágio na criação de moda brasileira. A revista publicou fotos da incontestável veracidade da acusação, deixando alguns estilistas (como Layana Thomaz, Juliana Jabour e a Reserva) e jornalistas de moda (que supostamente não teriam percebido as cópias), na maior saia justa. Houve estilista que levantou a bandeira contra a mídia de moda brasileira, acusando-a de ser uma ‘grande bobagem’, e jornalista de moda que acusou a Piauí de não ter lido seus comentários.
- Aqui no Fashion Rio a Piauí circula a todo vapor e virou basfond!
Layana Thomaz
Plagiadas ou não, as roupas têm como primeiro objetivo cair no gosto e encantar a imprensa de moda – É tanto que são apresentadas à mídia num show elaborado e não em simples cabides.
Aliás, para um fashion show, a roupa, que deveria ser a grande estrela, muitas vezes perde a vez para um outro elemento qualquer. É comum que num desfile, a trilha sonora, o casting ou a cenografia falem mais alto. E isso exige ainda mais profissionalismo do jornalista, que deve ter condições de ser focado o suficiente para separar as informações.
Cavendish
Mas como para os mortais, gosto pessoal ainda é uma coisa e informação jornalística é outra.
Vou experimentar fazer uma anáise dos desfiles de ontem segundo meu gosto.
Na verdade, tudo o que posso dizer (a quem possa interessar meu blá de menina metida a ter bom faro para ‘sensações’) é o que senti.
- Blá. me encantaram os desfiles de Mara Mac, Sta. Ephigenia, Tessuti e Salinas - Todos esses foram lindos, completos e empolgaram pelo conjunto de obra. Adorei a trilha sonora do desfile de Layana Thomaz, com Marina Lima e Erasmo Carlos. O desfile esbanjou melancolia, mas ficou devendo no quesito roupa boa. No desfile da Redley também sobrou cenografia natural com vista para o horizonte no Forte de Copacabana, mas faltaram looks bem bolados. Já nos shows da Virzi e Cavendish erraram na mão de modo geral. Faltaram a graça e a emoção.
- e blá blá blá.
Salinas again!
Viu só!? Acredito que deva ser bastante difícil ser uma jornalista de moda com o compromisso de transmitir informação, antes da própria opinião.
- Por isso, eu que não sou jornalista, nem boba, nem nada, só quero sentir, degustar, aprender, preferir ou não gostar de algumas coisas e blábláblá!
mariaSanz.