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Para quem se interessa por história, moda, costume ou estilo, a dica é o novo, e imperdível, filme de Sofia Coppola, Marie Antoinette.
visite o site e leia esta peça ao som da deliciosa trilha do filme (clique em 'enter the site' e volte para cá!)
http://www.sonypictures.com/homevideo/marieantoinette/index.html
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Da riqueza da história, todo mundo já sabe. Mas o absolutamente rico é na verdade, como ela foi ilustrada pela diretora. Meio deboche, meio poesia, mas completamente detalhista em termos de boa fotografia e figurino (foi vencedor do Oscar 2007 nesta categoria, por sinal), o filme te leva por uma viagem através da história e da moda, remexe com sua curiosidade e faz sonhar.
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Maria Antonieta, ou ‘A rainha da moda’ (título do livro da pesquisadora americana Caroline Weber, especializada em cultura francesa do séc. 18), tinha uma percepção sofisticada e moderna do poder da imagem para alterar a realidade, e indubitavelmente, soube tirar bastante proveito disso. Segundo a pesquisadora:
“ Ela soube usar a moda como instrumento político, como forma de aumentar ou sustentar sua autoridade em momentos em que ela parecia estar sob risco, como nos 7 anos que se passaram sem que tivesse um filho (...) Por meio de novas roupas, sapatos e penteados a rainha se impôs, colocando-se acima de qualquer mulher francesa”.
Frívola e festeira, freqüentou óperas e teatros, agitou o Palácio de Versalhes e participou da agitada noite parisiense, bebia champanhe, jogava cartas, amava roupas, sapatos, penteados...Atitudes inéditas para uma rainha.
...Desde o começo dos tempos as mulheres carregavam a função de 'aparecer' (aparentar e se mostrar) para assim, revelar a posição, classe ou situação social de seu marido (tudo isso, além de parir, é claro). As soberanas deveriam, portanto, projetar uma imagem dócil e discreta. As que usavam roupas exóticas e luxuosas eram, comumente, as amantes do rei.
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Muita graça! :.
Independentemente de serem soberanas, nobres ou burguesas, eram todas condenadas a se espremerem dentro do corset: Respirar fundo e suspender a respiração para que lhe apertassem bem a cintura.
Mas ainda pior que andarem espremidas, era o fato de não estarem aptas a se vestirem sozinhas! É possível imaginar que era preciso ajuda para colocar e tirar a própria roupa? (é...para nos vestirmos sozinhas foi preciso esperar a chegada de *Poiret).
Foi só na virada do século XX, por volta de 1908, que *Paul Poiret consuma o divórcio entre a alta costura e a alta sociedade. Nascido em Paris, viveu entre o final da Belle Époque e os loucos anos 20. Filho de um comerciante de tecidos, Poiret foi aos poucos se consagrando como um dos maiores visionários estilistas franceses. Após abrir consecutivos negócios bem sucedidos, Poiret lança o vestido que de tão simples, foi revolucionário. Esta série de vestidos tinha seus modelos soltos, eliminando o uso do (maldito) corset.
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Outra graça! :.
Era enfim, uma transição radical na moda. A feminilidade deixa enfim de ser representada por lindas bonecas para dar lugar a mulheres sedutoras e literalmente, mais livres.
Bem, na realidade, esta história é ainda bem mais longa, complexa e interessante...Contudo, pelo que foi dito até aqui, fica claro que a evolução da moda arrasta consigo muitas outras histórias. Por isso, não deixe de conhecer mais esta.
Assista ao filme!
- Ah, e não deixe de reparar na quantidade de lindos laços (a-doro, e é por acaso uma fashion trend super atual!) usados em praticamente todos os vestidos da rainha!
.Maria.