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Ah, o Oscar...Esta fábrica de sonhos, expectativas e fantasias que envolvem e mexem tanto com os 'artistas' quanto conosco. Eleger o melhor entre os demais é uma idéia mundana que busca, na teoria, incentivar a excelência. Mas, infelizmente, desde muito, eleger e ser eleito passou a ser tão importante, que muitas vezes esquecem-se de simplesmente ser.
Um Crivo - É bastante comum enxergar pessoas se moldando para atravessarem a peneira de arame do julgamento alheio. Mas isso, sinceramente, me incomoda na medida em que pasteuriza. - A única coisa realmente valiosa e cara que possuímos é nossa própria identidade, e portanto, vê-la subjugada em favor de uma 'boa colocação no ranking' me desencanta.
Em época de Oscar aparecem julgadores por toda parte. Nas revistas, nos sites e programas de tv estão apontando os ‘certo e errado’ deste ano no red carpet. Passar pelo crivo destes julgadores de plantão não é moleza. Eles, que parecem ter nas mãos o Vademecum da moda, aplaudem de pé os ‘corretos’ e usam impiedosamente o apito da critica para condenarem os ‘errados’.
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- Acho isso muito chato ::
Mas, ainda pior que isso, é o fato de que o medo do julgamento assustou a personalidade das artistas para debaixo de vestidos mega-grifados, transformando o tapete vermelho numa passarela de moda.
Elegância (?) - As grandes divas do cinema agora desfilam no Oscar anunciando a grife de seus vestidos, explicando a origem das jóias e o designer dos sapatos.
Como já bem disse Glória Kalil: ‘Saudades das aparições de Cher, da camisa branca do marido de Sharon Stone, da roupa de cisne da Björk.’
Peneira particular - Em meio a falta de originalidade das divas de Hollywood, algumas brilharam aos meus olhos pelo cheiro da presença de suas personalidades.
Uma delas foi Diaz. Lindamente vestida, num 'tomara-que-caia' branco e estruturado de Valentino, com os cabelos castanhos engenhosamente ‘moldados pelo vento’ e brincos compridos com pedra esmeralda -Estava simplesmente cheia de graça.


A vencedora do Oscar de melhor atriz, Helen Mirren, usando Lacroix, também me transmitiu aquela serenidade estilo ‘eu sou assim e sou feliz’. De decote ‘v’ e saia rodada, seu vestido champagne da cor de seus cabelos a transformou novamente em rainha, desta vez, da noite.

Outra diva que me encantou foi a madame Penélope vestida de Versace – Gosto de ver a vontade de fantasiar em quem gasta seu direito de ser feminina e exuberante. Adoro meninas corajosas!
Quem, em contrapartida, me pareceu diria...Não aparecer, foi a querida Kirsten Dunst. Ela que foi usada por um Chanel Haute Couture Collection S/S 2007 ficou sem cor e sem emoção.
Por falar em cores e tons, Patrícia Field também me confundiu...
Ok. Já chega.
Como disse, elejo sempre a identidade e a emoção
E apontar 'certo-e-errado' não é minha vocação
Mas como registrar sensações é meu vício e meu prazer
com muito respeito...disse o que queria dizer.
.maria sanz martins.