no ProvadoR

Este blog foi criado para tirar dos cabides pensamentos que devem ser experimentados. Não tenha receio de entrar neste ProvadoR que se propõe a ser amplo e livre de preconceitos. Entre. Prove. E fique à vontade para Levar o que quiser.

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27.12.06

.: I LoVe SD :.

categorias: happen

    ou uma declaração.

 

Na chave do quarto do hotel Tower23, que é um hotel boutique alucinante e fica num dos melhores picos de Pacific Beach, está escrito: Life is Good. É, isso eu também acho, o negócio é que aqui em San Diego é possível ter a certeza absoluta disso.

                

Já se passaram quase sete anos desde a última vez que estive aqui. Na verdade naquela época eu cheguei a morar aqui por velozes 3 meses, razão pela qual sempre rolou um romance entre eu e este lugar, que no fundo, no fundo, pra mim, é também a cara da  minha amada cidade, Vitória, que, quem sabe sabe. **(Vitória é como disse genialmente alguém, sobre alguma coisa: Não fosse o que é era menos, não fosse tanto era quase).

 

, Voltando a San Diego,

Para explicar minha paixão vou colocar assim:

Imagine San Diego como uma personalidade...Hum...Se ele fosse um cara, por exemplo, ele certamente seria do tipo encantador...eu explico:

 

Pra começar, ele seria Super Família -  Sim, esta é uma cidade muito familiar. É comum ver muitas famílias passeando, há crianças e mulheres grávidas por todo lugar. Há também muitas casas, portanto grandes famílias de vizinhos se formam por aqui, enfim, se SD fosse um partido, ele seria caseiro e atencioso com sua família.

 Outra qualidade indubitável é ser Saudável. - Por aqui os melhores programas acontecem de dia; O surf é muito forte, na verdade é ele que dá o tom e a vibração: a todo momento há pessoas conferindo e pegando as ondas que estão em toda a costa, são homens, mulheres, meninos e meninas todos viciados na good vibe do surf. Outras modalidades esportivas fortes por aqui são skate, bike, patins...ah, esta faz a minha alegria.... Enfim, se não as do mar, a outra onda é estar sobre pequenas rodas.

 Ainda não falei do espírito ForeverYoung...sim, este é um lugar muuito jovem, até quem  já passou dos 70 continua jovem e patinando, ou surfando, de óculos escuros, ouvindo música, dividindo sabedoria...Eles são soltos estes jovens velhinhos, puxam conversa, contam da vida e se mostram dançando sobre rodas...incrível. Só para constar, já fazem 3 dias que vejo religiosamente 3 notáveis jovens velhinhos: um deles dança sobre os patins ao som de música clássica, que pode ser ouvida por todos, ele faz questão de volume alto, e levanta a perna, depois a outra, acena para os espectadores...

               

É lindo; o outro patina com bastões de ski, e usa roupas ultra divertidas, tem um gás de colocar muita menina, como eu no caso.., no chinelo; e a outra é uma senhora, que também dança sobre os patins, dá piruetas e bota pra quebrar! Bronzeados e felizes eles ajudam a transmitir este espírito young que tem SD. (Parabéns pra eles!!)

 

A última, prometo...San Diego tem um outro charme muito especial, raro de se ver...É que aqui todo dia tem show. É. Todos os dias, por volta de 5 horas, a cidade quase pára pra ver o espetáculo oferecido pelo Sol. Ele é mesmo um Astro! Todas as tardes ele se aproxima da linha do horizonte, e cresce, fica enorme e colore o mar, as pessoas e toda a cidade de laranja... É lindo, emocionante...Alguns batem fotos, outros aplaudem e muitos se despedem do astro rei dizendo...bye, bye, see ya tomorow.

           

(Ah, foi um dos  jovens velhinhos que, num dia enquanto eu babava vendo o por do Sol, parou do meu lado e disse: Não se esqueça de dizer que você espera por ele amanhã...assim ele volta! So Cute .......)

 

E então, te pergunto: lindo de morrer, cheio de charme, saudável, jovem, super família, que faz um sushi ou um burrito, como queira, como ninguém! É ou não é apaixonante...

(Tudo bem, sorry... muito entusiasmo né... É que não dá pra negar o tamanho do meu amor por San Diego.)

- Ah, um último detalhe, ficou pensando que SD é muito “pode crer” – Não se engane, além dos malls bacanérrimos de La Jolla, existe um especial chamado Fashion Valley onde é possível encontrar de tudo, desde a sofisticação de lojas como Gucci, Godiva, Luis Vuitton, até as tradicionais Macy’s, Bloomandales, JC Penny...tudo ali!

 

Se meu humilde texto tiver sido capaz de ilustrar ao menos um pedacinho da sofisticação-muitosimples deste lugar, e conseguido te empolgar, então anote esta dica: Tente ficar no hotel Tower23 em PB (www.tower23hotel.com), é demais...Alugue ou compre um patins, um skate, uma bike ou uma prancha e entre na sintonia deste cara muito boa gente de nome San Diego.  

 

Maria.

 

  • criado por  noprovador criado por noprovador
  • Postado em 02:59:07

23.12.06

N.a.t.a.L

categorias: happen

Então é natal. É eu sei, tenho evitado este assunto, mas só agora consigo perceber a razão. A graça desta data está na união, no reencontro, nos abraços, sorrisos e presentes trocados. No natal nasce uma sinergia entre as pessoas queridas, é como se cada coração recebesse um punhado de manteiga, que aquecida pela tal sinergia, derrete e amolece os sentimentos. Por isso no natal é mais fácil perdoar uma pequena mágoa, chorar ao abraçar nossos avós, só pela felicidade de poder passar mais um natal juntos, fica mais fácil dar aquele telefonema tão adiado, pedir desculpas...Mas como disse, longe de casa é possível perceber que toda essa magia depende do calor da sinergia que só união da família e dos amigos é capaz de produzir.

                                   

Achei que em Nova York iria sentir o verdadeiro espírito natalino, já havia ouvido inúmeras vezes que passar o fim de ano na cidade era encantador, com todas as árvores iluminadas, vitrines alegóricas, e tudo mais enfeitado como se fosse um lindo cenário de um filme natalino, mas na realidade, nada disso foi capaz de produzir a energia fundamental do natal. Minha sensação era que só um natal de proporções carnavalescas seria capaz de promover um consumo de proporções tão vorazes e desmedidas como visto em NY, era quase como um porre de carnaval... As pessoas compravam como loucas, as lojas e ruas entupidas de pessoas sedentas por mais e mais... Enfim, todo o excesso natalino de NY não foi capaz de amanteigar nem a beirada do meu coração.

 

Mas foi só ontem dia 23 de dezembro, chegando no aeroporto de San Diego, que pude entender a verdadeira razão do meu ceticismo em pleno natal.

No meu vôo havia uma mãe com duas meninas, uma de uns 7 anos e a outra de uns 4. Quando chegamos no desembarque esta pequena família disparou a correr em direção a uma outra pequena família, de mãe e a filha, as crianças se abraçaram bem apertado, e sorriam soltando faíscas de alegria pelos olhos, enquanto as mães, (provavelmente irmãs ou velhas amigas) ficaram de abraçando emocionadas até começarem a dar pulos de alegria, e foram, obviamente, seguidas pelas crianças que também começaram a pular e gritar, transformando o aquele encontro num verdadeiro carnaval de natal. Foi liiindo de ver...a energia daquele encontro de natal finalmente amanteigou  meu coração. 

 

Apesar de estar aqui com a minha adorável pequena família, de marido e mulher, no dia de hoje meu desejo era poder encontrar também outras pequenas ou grandes adoráveis famílias e poder abraçar e dar beijos. (Ah, eu queria dar um monte de beijos nas minhas amadas avós e de encher de beijo meu avô, que é pra lá de fabuloso, tomar um vinho com o papai, sentir o cheiro da minha mãe e o abraço grande e forte dos braços do meu irmão).  

Isso sem falar de todas as pessoas queridas que moram no meu coração, que este ano vai ficar com muita saudade.

                       

Aproveite muito seu natal, dê beijos e abraços de sair faísca, não perca esta oportunidade de dividir bem de perto uma noite cuja razão de existir é celebrar com muita alegria o nascimento e a vida do Amor.

 

Feliz Natal!!

Maria.

  • criado por  noprovador criado por noprovador
  • Postado em 13:37:32

21.12.06

NEW York City

categorias: happen

 Uh! Hello NYC!

Sabe aquela frase que diz que fazer o que esperam que seja feito é muito chato... e que ser desobediente é premissa para criatividade... Então, quando surpreender é a ordem a cidade é Nova York: esta é exatamente minha primeira impressão deste caldeirão cultural. Parece que  a presença da liberdade exerce pressão, a cidade cheira a desejo de transgredir, no melhor sentido, fazer diferente ou exatamente o inverso, por aqui tudo é um pouco NEW.

 Patinação no Central Park, NEW adventure.

 

As coisas e pessoas têm muito esse acento New em seus estilos, desde um aviso da prefeitura, que para avisar que é proibido estacionar diz “Don’t even think about parking here”; até o garçon-proprietário do restaurante italiano Pitti, no West Side, que não entrega o cardápio mas o lê em voz alta, e em italiano, tão escandalosamente, que dá medo;  passando pela vitrine de uma pequena galeria de arte cujo vidro é estilhaçado ao meio, assim mesmo, com um rombo de espanatar; e sem falar do banheiro do thailandês Peep, no Soho, cujas paredes são de vidro, é preciso concentração para fazer xixi vendo o garçon passar pra lá e pra cá; Ah, tem o club, que segundo nosso amigo Pepê: “Lá é muito louco cara, só vende água”... E o Antoine, atendente de uma loja de design na Houston St., que antes de mais nada, faz seu diagnóstico via horóscopo chinês, é ex-ator e prova com fotos suas façanhas, abraça e beija, dá pirulitos, aconselha... um caso realmente interessante... NY é inversão, é sempre NEW, essa parece ser a delicia daqui: não só o direito, mas o quase o dever de aproveitar a oportunidade de ser experimental.

 

Eu sei, pode parecer uma bobagem dizer isso sobre Nova York, mas é maravilhosa a sensação de perceber que dentro de um mundo tão cheio de costumes e regras, criou-se o oásis do encanto de ser diferente.

 

 

 Pastrami no Katz.

E com tantas news, mas tão pouco tempo, vou logo anotar por aqui as pequenas dicas de uma curiosa convicta:

- Quando passar pelo Soho visite a  Legacy, na Thompson Street-109, a loja é uma fábula: a ultra cool  proprietária pinça nos flee markets e outros pontos do mundo produtos únicos e  bacanérrimos, lá é possível encontrar, por exemplo, um óculos Pucci legitimo em perfeito estado por um preço bem razoável (www.legacy-nyc.com); Quase em frente à Legacy está a The Hat Shop, uma pequena loja de chapéus charmosérrima...eu bem que tentei, mas não consegui sair de lá sem levar um, aliás o mais difícil foi escolher um entre os tantos e maravilhosos chapéus da Hat Shop (www.hatshopnyc.com); Outro brechó foférrimo que vale muito a pena é a Chelsea Girl, tem uma na Thompson, e uma outra, Couture, na Spring Street, imperdível (www.chelsea-girl.com); Ah, e não saia do Soho sem tomar um Ginger Martini no Peep, aquele do banheiro de vidro. Passando pelo East Village visite a PinkyOtto, uma loja muito pequena para tanta graça, as roupas são lindas e únicas, um charme mesmo (www.pinkyotto.com); ainda no East na 309E com a 9th, visite a VuiVui, esta é um apanhado que mistura coisas super interessantes, é ver pra crer; Ah, também não deixe de comer um sanduíche no Katz, que fica na Houston, no Lower East Side, quem nos aplicou foi o Pepê, mas a recomendação já havia sido feita (nas páginas amarelas) por Claude Troigros, o Katz é ultra famoso e serve no balcão o mais disputado sanduíche da cidade, segundo Pepe, o Katz é o Kapos de NY!

...

Na verdade, quem sou eu para dar dicas de NY...mas como o espírito do momento pede para ser NEW, pensei que não custaria deixar aqui um ponto de vista “experimentado” no ProvadoR.

A viagem ainda não acabou (ainda bem!), já, já eu volto com mais algumas news de NY.  (Tonight tem Club no Meatpacking, veremos...).

 

Later Alligator!

Maria.

 

* NEWs, continuação - Como havia dito fomos ao Meatpacking conferir  o PM Lounge, indicado pela Nati, e não é que o lugar é mesmo um sucesso...pequeno, mas muito charmoso, nota 10! ; Ah, outro lugar que não estava nos nossos palnos, mas  que é um  programa imperdível por aqui é a exposição Bodies, no pier 17 - (corpos humanos dissecados por médicos chineses, é realmente algo inexplicável)....culturalmente, esta foi uma das experiências mais interessantes dos últimos tempos. - E por favor, passando por NY não deixe de ver na Broadway o Mamma Mia, um musical especial inspirado nas canções de ABBA, uma indicação do meu pai, que como sempre, matou a pau!

see ya in CA!

  • criado por  noprovador criado por noprovador
  • Postado em 00:26:16

15.12.06

.Inspire.

categorias: estilo

Vou começar esta peça dizendo que este ProvadoR é experimental, não tem compromisso demonstrativo de convencer ninguem...Meu desejo é, no máximo, Persuadir.

Na maioria dos casos a Inspiração não é uma amiga fiel, ela costuma ter vontade própria: aparece quando bem entende e se vai sem avisar. Para domá-la é preciso desapego - Ela é capaz de farejar a insegurança dos que precisam convencer.

Aliás, convencer todos os dias é uma tarefa muito dificil, ora, não é todo dia que temos o que dizer ao mundo...Há dias em que um par de resmungos, um jeans e uma camiseta podem significar um discurso completo. Mas o fato é que todo discurso procede de alguém e, apesar de nem sempre se dirigir especificamente a um outro alguém, ele vai buscar  convencer ou persuadir.

Mas o interessante neste assunto é exatamente a diferença entre estes dois termos: O convencimento é um esforço direcionado à mente, fala com razão e tem provas objetivas, enquanto a persuasão tem caráter ideológico, é de domínio emotivo, se aproxima da arte da sedução.

Todo tipo de arte quer persuadir - raramente o discurso artistico é claro ou objetivo a ponto de convencer-nos a tomar alguma atitude; Mas seu interesse é satisfeito no instante em que nos toca a emoção. A subjetividade da criação nos estimula o pensamento, e se nos Inspira, pode também persuadir.

                

Rosana queria "convencer" a todos de era fina....Apostou, portanto, em provas objetivas para atingir o raciocínio lógico dos distraídos convidados da festa, ou sua platéia: Brincos enormes de pedras semi-preciosas; cabelos penteados em direção aos céus; lábios rubi; um estola de pele sintética; o vestido de cetim azul que, ainda bem, ficou igualzinho ao da revista Holla que estava na loja de tecidos; e para arrematar: A garantia da verossimilhança da alegação - uma bolsa toda grifada, estampada de logotipos, com uma letra dourada pendurada no centro. (excesso de inspiração, ou a falta completa dela?)

Seus argumentos eram claros, ela não queria deixar dúvidas, não deixou espaço para a imaginação alheia. Seu discurso não inspirou ninguém, no máximo, informou: Sim, não havia dúvidas, todos estavam convencidos de que ela era fina.

Enquanto isso, a criativa Rosa, que iria à mesma festa, não sabia bem o que usar, não tinha um discurso definido para aquela noite, mas sabia que iria se divertir e encontrar pessoas interessantes - queria se enfeitar: Lembrou-se de uma saia rodada branca; passou com ferro em cima da cama, uma camisa de botão azul clara; apanhou um lenço de seda florido, que já não usava fazia bastante tempo e amarrou nos cabelos, seus brincos compridos de madrepérola e nos pés uma sandália "saia e blusa" que, de tão antiga, fazia "a vintage".

Seu despretensioso discurso era curioso, subornava olhares interessados em saber algo mais - Foi justamente o  entusiasmo e o improviso que Inspiraram, estimularam o pensamento alheio. E, como o enigmático sorriso da Gioconda (também conhecida como Mona LIsa), não convenceu ninguém, mas, sem dúvida, Persuadiu.

 

mariasanz.   

  • criado por  noprovador criado por noprovador
  • Postado em 09:14:53

08.12.06

.: Da RElatividadE :.

Sob meu, absolutamente, subjetivo ponto de vista.

Em 1905, Einstein publicou seu terceiro trabalho, que era sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento, e tratava do que ficou conhecido como Teoria Especial da Relatividade. Esta teoria se baseava no princípio de que toda medição do espaço e do tempo é subjetiva. - Peço licença à comunidade cientifica para (espancar)/simplificar a teoria e dizer que: Subjetivo é o que deriva do sujeito, ou seja, o que é subjetivo é, por princípio, individual, logo, variável.

Responda: Qual é o azul mais intenso do mundo? Essa é difícil...Vou facilitar: Qual é o azul mais intenso do mundo: o do céu, o do mar ou os dos olhos? Não tenha medo de responder, essa pergunta não tem resposta certa, ela é relativa, depende apenas do que  você pensa.

É claro que a relatividade não se discute, sabemos que tudo é relativo por excelência, mas o que minha subjetividade quer alcançar com esta peça é a idéia de que na moda esta teoria tem uma aplicação especial.

Sinceramente - Este pensamento sobre a relatividade e a moda teve início desde que passei a trabalhar como produtora de moda. A percepção de que não há certo ou errado neste processo ficou óbvia, além de interessante. No inicio de qualquer criação geramos a angustia da necessidade de acertar, mas criar é diferente, criação é pura subjetividadeNão é como num cálculo ou fórmula matemática, onde os números batem e a conta fecha. Criar é como escolher o nome de um tom azul para dar ao céu.

Criar um look, para mim é como desenhar- Primeiro o papel em branco e a partir da primeira interferência começa um redemoinho de criação e solução de problemas, um traço chama o outro, as proporções pedem balanço, as cores e tons suplicam harmonia e, enquanto isso, hipnotizada por estes elementos  vivos me deixo levar e dou asas à minha subjetividade (...dar asas é f.). Então, mas este conjunto de ações subjetivas depende apenas da mente criadora e de sua relativa capacidade de entrega e confiança. O resultado final? Isso é muito relativo (!), agradar, ou não o espectador é uma outra questão – (vejamos adiante...).

Ah, alem deste ponto, existe um outro aspecto fundamental de confronto com a relatividade na moda que é trabalhar com as modelos. Quando “em relação” à elas, que são invariavelmente lindas, altas e magras, fico momentaneamente condenada à baixa, feia e gorda (...) – É uma sensação horrível, com a qual já estou (quase) acostumada. Mas veja como inclusive este padrão da moda é muito relativo: Para as modelos, ser muito alta e magra é fundamental, para os estilistas, é funcional e prático, para nós as mortais, é admirável, para os homens em geral, é estranho e ponto. (me desculpem meninas, essa era minha oportunidade de vingança...)

 Ilustração de Miguel Paiva. Bebel em cima do caixote, se coloca "em relação" às modelos.  

Então você pergunta: Quem é o estilista mais genial? O mais criativo? Qual é o hit da estação? O que é a beleza? Depende. Depende. Depende. Depende. É re-la-ti-vo - Por isso ser melhor estilista, ou a melhor modelo, ou a mais elegante da festa é uma conquista relativa, depende, varia, é subjetivo.
Não existem certezas na moda e, para mim, é exatamente isso o que a faz tão fascinante!

“Gosto de confundir as pessoas, de tirá-las um pouco o equilíbrio” Nicolas Ghesquière Esta frase do atual estilista da Balenciaga indica que a moda não quer explicar nada, dar certeza alguma ou indicar qualquer  direção. Sua subjetividade é seu próprio fenômeno. Estilistas são artistas e suas criações as ferramentas para outras criações tão individuais e subjetivas quantos as deles.

Minha dica, se é que estou apta a dar dicas, é : Se tudo é mesmo relativo, então Use e Faça Exatamente o que Quiser - por que haverá sempre alguém que o desaprovará, então melhor que o façam Enquanto você se Satisfaz.

Ditas estas coisas relativamente interessadas e confusas, apresento sem grandes explicações algumas fotos do making of do editorial de fim de ano do Caderno Estilo – Enxergue como um teaser e fique à vontade para exercitar sua subjetividade e captar o conteúdo “Conforme” sua imaginação.
 Retocando o Make relativamente basico.

 Em cima do banco para me colocar "em relação"  à modelo.

 *** Não perca o resultado final deste ensaio que será editado por ninguém menos que Thaiz Sabbagh ( A Editora da Caderno Estilo e minha chefinha, é claro!). - O ensaio será  publicado na edição do dia 16 de dezembro.    

maria.

  • criado por  noprovador criado por noprovador
  • Postado em 10:03:49